As Virgens Suicidas

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     Filmes que marca a estreia de Sofia Coppola, filha do aclamado cineasta Frances Ford Coppola, conta a história de uma típica família do subúrbio americano nos anos 1970 e como cada uma das cinco filhas do casal cometeram suicídio. Baseado no livro homônimo escrito por Jeffrey Eugenides foi adaptado pela diretora que também roteirizou o longa. Sem grandes pretensões e com uma atmosfera, merece seu destaque pela curiosidade que desperta no telespectador.
     Com elenco não muito famoso, há alguns nomes presente no cenário atual como Kirsten Dunst (ainda adolescente) e Josh Hartnett (também mais jovem), a narração é por conta do personagem de Hartnett, Trip Fontane que narra sobre como conheceu e conviveu com as suicidas. Os garotos da vizinha são figuras presentes que também relatam a convivência com ela e como testemunharam o suicídio. O filme já tem o final declarado em seu início, apenas observa-se o desenrolar da história e o que levou cada uma das meninas, tão jovens e bonitas a se suicidarem.

     A parte técnica é bastante simples, com uma fotografia que foca o tempo inteiro na figura das irmãs, com cores pastéis que materializam os anos 70 na tela. A trilha sonora foi toda composta pela dupla francesa Air e também contém músicas famosas da década de 70. Todo o conjunto impulsiona o filme e pode ser vista a direção de Sofia ainda engatinhando, junto com o seu roteiro, As Virgens Suicidas foi como um treinamento para ela, chegando a ganhar o MTV Movie Awards de melhor diretora estreante.


     Se você é do tipo de telespectador que gosta de histórias amarradas e bem explicadas, provavelmente não gostará da obra. O filme proporciona a quem o assiste a possibilidade de criar as suas próprias conclusões sobre o tão aguardado clímax. Os fatos são mostrados e a história se desenrola dando as cartas para jogar. As Virgens Suicidas relata o cotidiano de uma família como qualquer outra, mas com peculiaridades que é realmente difícil de acreditar que tantos casos do tipo acontece, às vezes por motivos ínfimos ou não.
     


Até a próxima,
Mateus

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