Ela

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     O filme se passa em um futuro mais próximo do que imaginamos e conta a história de Theodore, um homem pouco sociável e melancólico que se apaixona por um sistema operacional. O aclamado filme narra com maestria a história de amor, tornando-a ávida e verdadeira com personagens complexos interpretados maravilhosamente bem por um elenco de peso. Questionando o tempo todo o que é um relacionamento, Ela mostra também as estreitas relações entre humanos e como as máquinas afastam cada vez mais as pessoas. Um filme que tinha tudo para perder a linha, mas que acaba apresentando um resultado final extraordinário.
     Aclamado pela crítica especialiada, o longa metragem teve 94% de aprovação, segunda o site Rotten Tomatoes e 91 de média de acordo com o Metacritic. Recebeu nomeações em importantes premiações de cinema: foram três ao Globo de Ouro (incluindo Melhor Filme - Comédia ou Musical), seis ao Critic's Choice Movie Awards (incluindo Melhor Filme e Melhor Direção) e cinco ao Oscar (também na categoria de Melhor Filme). Em todas essas premiações o filme conquistou o prêmio de melhor roteiro original.

     Roteiro, afinal, que mescla muito bem momentos de drama e comédia, com ótimos diálogos, especialmente os de Theodore com o sistema operacional Samantha. A direção de Spike Jonze é primorosa, em conjunto com a direção de arte e a fotografia, toda parte técnica é deslumbrante devido a sua simplicidade. Tudo ao redor em tons pastéis ajuda e reforçar o tom melancólico do filme, tudo ajudar a dar forma ao futuro realista retratado pelo longa.


     Joaquin Phoenix desaparece em Theodore, conseguindo passar todo o sentimento do personagem para o expectador e Scarlett Johansson, mesmo sem aparecer, nos entrega uma complexa Samantha, conseguindo passar os sentimentos do sistema operacional sem necessidade de aparecer. Samantha é tão real, parece que a qualquer momento ela irá se materializar e tornar-se real. Ela mostra uma maestria ao aplicar todas as barreiras de uma relação no relacionamento dos dois, Theodore sente ciúmes, obsessão, a ausência. No final a máquina é quase um ser humano e nos questionamos o tempo todo se esse amor é real ou não.

     Her (título original) é uma obra prima dos cinemas atuais, principalmente por relatar um assunto tão discutido nos dias atuais: a relação do ser humano com a tecnologia. Em alguns momentos chegamos a torce por Theodore e Samantha, que eles fiquem juntos de tão real que é a relação. No final, ficamos com uma sensação de vazio igual ao do personagem principal. Ela mostra, que acima de tudo, é um linda e diferente história de amor.



Até a próxima,
Meirelles

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