Crítica: O Mercado de Notícias

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O Mercado de Notícias é um drama/documentário de 2014, com a ilustre e premiada direção de Jorge Furtado, roteirizado pelo mesmo. De acordo com o AdoroCinema, o filme obteve média de 3,8 de nota, o que o torna bem aceito pela crítica da imprensa. O longa-metragem foi distribuído pela Espaço Filmes. Furtado teve inspiração na peça clássica do britânico Ben Jonson, The Staple Of News, tradução literal: O Grampo de Notícias, apesar da peça ter sido traduzida pela professora Liziane Kugland com o mesmo nome do filme.

O filme faz uma cronologia com a breve história da imprensa. Desde seu surgimento, no século XVII até os dias de hoje, o longa traça pontos como seu papel na construção da opinião pública, seus interesses econômicos e políticos. Além da sua bem-humorada crítica sobre os primórdios do jornalismo em Londres.





O documentário traz depoimentos de 13 jornalistas experientes sobre uma série de questões, desde a profissão do jornalista atualmente até o início da imprensa em Londres. Além dos jornalistas, o documentário migra entre os depoimentos, casos jornalísticos famosos -marcantes- e uma peça de teatro renascentista, dividida em 5 atos, que se passa na capital inglesa em 1625.


Apesar de exibir uma temática envolvente, o filme é de certo modo custoso. Talvez o formato em que se apresenta, foi o motivo para que não prenda muito o espectador. Ainda que seja um documentário, acaba se tornando muito repetitivo, fica na mesma ordem: caso, depoimentos, ato da peça. Os jornalistas que participaram do longa foram: Bob Fernandes, Cristiana Lôbo, Fernando Rodrigues, Geneton Moraes Neto, Janio de Freitas, José Roberto de Toledo, Leandro Fortes, Luis Nassif, Mauricio Dias, Mino Carta, Paulo Moreira Leite, Raimundo Pereira, Renata Lo Prete. Mesmo sendo repleto de conteúdo interessantíssimo, todos tinham mais a oferecer do que os depoimentos uniformes e homogêneos.


A parte do documentário que mais me encantou foi a peça. Linda, inebriante, estonteante, não tenho adjetivos suficientes para descrevê-la. O figurino feito por Rosângela Cortinhas, com assistência de Antônio Valentim Coll e Claudia Velasco, estava impecável, corretamente de acordo com época renascentista e londrina. Os atores são surpreendentemente bons, e infelizmente -de certa forma- desconhecidos, e merecem reconhecimento, alguns deles são Antônio Carlos Falcão, Eduardo Cardoso, Elisa Volpatto, Evandro Soldatelli, Irene Brietzke, Ismael Caneppele.


Mesmo tendo boa nota na crítica da imprensa, eu daria para filme 3,5 por causa da peça que me seduziu e do conteúdo do filme que de qualquer forma é instigante. Assistiria a peça novamente, mas o filme não tenho certeza se daria uma segunda chance.

Olá meus amores, espero que tenham gostado dessa crítica. Eu a fiz para meu trabalho da faculdade e resolvi trazer ela aqui para vocês. Se tiver alguém aí que quer fazer no jornalismo, se prepare.

Até sexta que vem
Beeeeijo
-Belle

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