Resenha: O Ano em que Te Conheci - Cecelia Ahern

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               Hey, meus amores. Preciso confessar para vocês que eu ando com um sério problema em relação às leituras, mais conhecido como: Ressaca Literária. E é por isso que hoje quase não tem post novo para vocês. Felizmente eu consegui superar essa fase ruim, por enquanto, para ler um livro e vir comentar sobre ele com vocês. O livro de hoje é O ano em que Te Conheci da autora Cecelia Ahern, uma obra que não conseguiu me deixar apaixonada, mas que me proporcionou bons momentos por tratar de um tema tão importante: a amizade. Vamos lá?

Bem-vindos ao mundo imperfeito de Jasmine e Matt.

Vizinhos, eles não têm o menor interesse em tornarem-se amigos e nunca haviam se falado antes. Estavam sempre ocupados demais com suas carreiras para manter qualquer tipo de contato.

Jasmine, mesmo sem nunca tê-lo encontrado, tem motivos para não suportar Matt.


Ambos estão em uma licença forçada do trabalho e sofrendo com seus dramas familiares. Eles precisam de ajuda. 

Na véspera de Ano-Novo, os olhares de Jasmine e Matt se encontram de forma inusitada pela primeira vez. Eles têm muito tempo livre e precisam rever seus conceitos para poder seguir em frente.


Conforme as estações do ano passam, uma amizade improvável lentamente começa a florescer.

Uma história dramática, original e divertida como só Cecelia Ahern é capaz de escrever.

Avaliação: 4/5 estrelas

Jasmine Butler é uma mulher de trinta anos que possui duas paixões na vida: a primeira delas é seu trabalho e a segunda é a sua irmã Harper, uma garota portadora de Síndrome de Down, mas tão independente quanto qualquer outra. “Workaholic” por completo, ela não tem tempo para mais nada em sua vida a não ser trabalhar durante a maior parte do tempo e estar ao lado de sua irmã sempre que pode; em partes por se sentir responsável por ela desde a morte de sua mãe, e por ter um pai que insiste em menosprezar Harper por sua doença, e em partes por amar tanto a irmã que não gostaria que nada acontecesse a ela.

"Eu amava Heather também, mas sei que, quando minha mãe deixou esse mundo, a única pessoa que ela não queria deixar para trás era Heather. Ela precisava da minha mãe, minha mãe tinha planos para Heather, e então ela deixou este mundo com o coração partido por causa da filha que estava deixando para trás. Eu não tenho problema com isso, eu entendo. Meu coração se partiu não só por minha causa, mas por elas também."

Moradora de um bairro tranquilo onde a maioria das pessoas é aposentada e passam a maior parte do tempo em casa cuidando de seus jardins, Jasmine não tem muito do que reclamar. Exceto é claro pelo seu vizinho de frente, Matt Marshal. Um cara de 43 anos, casado e com 3 filhos,  e apresentador de um programa de rádio polêmico  que oferece tudo o que ela mais despreza, e por quem ela tem uma raiva pessoal desde que escutou um programa dele sobre Síndrome de Down a algum tempo atrás.

“Você é tudo o que não gosto nas pessoas. Seus pontos de vista, suas opiniões, suas discussões que não fazem nada para consertar o problema que você finge querer consertar e na verdade só provocam ataques raivosos e comportamentos de gente baixa. Você fornece um ponto de encontro para que o ódio e o racismo ganhem voz, mas apresenta isso como liberdade de expressão. É por isso que não gosto de você; e, por razões pessoais, eu o abomino."

Tudo ia relativamente bem em sua vida até que ela se vê de frente com seu chefe a demitindo da empresa em que ajudou a construir e  que ama. E se já não bastasse esse detalhe ela ainda se vê sendo obrigada a ficar sem trabalhar a partir daquele momento durante 12 meses, por força de seu contrato, uma vez que ela era parte importante da empresa e não poderia, portanto, sair e ir trabalhar na concorrência.

Jasmine então se vê em uma sentença de prisão domiciliar, o que para ela, uma jovem batalhadora e trabalhadora que desde cedo demonstrou sucesso em desenvolver ideias e projetos, é pior do que a morte. Sem escolha e “presa” em casa ela passa a visitar as amigas que há muito tempo não tinha contado e passa a observar com mais atenção a rotina de seu vizinho, que assim como ela, parece estar em problemas.

O que antes era uma pura e simples relação de ódio entre eles, passa a se desenvolver chegando a uma bonita amizade – mesmo que ainda com alguns conflitos.  Ela que até então não tinha tempo para se relacionar com nada, passa a dar mais atenção aos seus vizinhos e os problemas que tem, assim como a cuidar melhor de sua casa, chegando até a construir um jardim.

Os 12 meses que pareciam uma eternidade a principio passam a servir para mostrar a Jasmine que muitos de seus conceitos, hábitos e o modo como vive a sua vida precisam ser revistos. Servindo para mostra-la que precisa desacelerar e principalmente conhecer e descobrir mais sobre sua irmã, seu vizinho e o mais importante: sobre ela mesma!

“Todos nós temos momentos marcantes em nossa vida, períodos que influenciaram mudanças pequenas ou profundas dentro de nós. Posso pensar em quatro momentos transformadores para mim: o ano em que nasci, o ano em que soube que ia morrer, o ano em que minha mãe morreu e agora tenho um novo, o ano em que te conheci.”

O Ano em que Te Conheci, é uma obra sobre descobertas e sobre aprendizados. É um ensinamento sobre a verdadeira amizade, sobre julgamentos e sobre graus de importância. É uma lição de vida que te faz refletir e te ensina a desacelerar, respirar fundo, explorar novos locais, buscar novas coisas, se soltar, cobrar-se menos, admirar-se mais, e não se desesperar quando a vida sair do controle planejado. É sobre deixa-la seguir seu fluxo e descobrir o seu caminho, aproveitando as amizades do caminho.

Essa obra foi realmente uma bela mensagem sobre amizade, sobre reencontros e sobre momentos importantes. Foi um conhecimento também sobre pessoas possuidoras de Síndrome de Down que são capazes de viver uma vida completamente normal, claro que com algumas pequenas diferenças. Os seus personagens  são imperfeitos,  cheios de inseguranças e medos; e ao longo das páginas somos capazes de observar seu amadurecimento e o autoconhecimento. Você consegue se identificar com a obra e aprender lições importantes, e isso foi o que para mim, mais se destacou!

"Heather não está sempre feliz como se espera do estereótipo de pessoas com síndrome de Down. Ela é uma pessoa com dias bons e outros ruins,como todos nós, mas sua personalidade - o que não tem nada a ver com a síndrome de Down - é otimista. A vida dela está envolvida em uma rotina, e ela gosta disso porque é uma maneira de controlar a própria vida, e é por isso que quando apareço na casa dela ou quando ela está no trabalho fica confusa e quase agitada. Heather precisa de rotina, o que é algo que nos torna ainda mais parecidas e nada diferentes."

Essa é a típica obra feita para que todos leiam e possam retirar seus aprendizados sobre ela. Das amizades mais puras até os preconceitos mais complexos; Cecelia é capaz de tratar sobre eles de forma impecável e como nenhuma outra. E é por isso que recomendo a obra, porque você não sabe o que irá descobrir sobre você até que você tenha terminado a leitura!

"A maior parte das pessoas na vida não precisa fazer nada ativamente para nos transformar, ela só precisa ser."

Leitura mais do que recomendada, não consegui me apaixonar por completo, mas definitivamente me apaixonei pelo o que ela me fez conhecer. Leiam, se descubram, aprendam e vivam... Afinal só temos essa vida para isso!


Um beijo

2 comentários:

  1. Que incrível! Amo livros que mostram uma amizade e esse parece ser mais interessante ainda.
    Beijos!
    www.heyclaara.blogspot.com

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  2. Olá,
    Sensacional. Adorei e até marquei para ler futuramente, achei a sua resenha bem completa e enalteceu mais a obra.
    Beijos
    www.estilo-gisele.blogspot.com.br

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